Santo Tirso
Corredor do Rio Leça é “projeto maduro, respeitado e com futuro”
Durante este primeiro mandato na presidência do conselho executivo, o Município de Santo Tirso trabalhou em articulação com Valongo, Maia e Matosinhos, num modelo de governação partilhada que acredita ter permitido “afirmar” o Corredor do Rio Leça como um “projeto de referência na reabilitação e valorização dos ecossistemas fluviais”, com “reconhecimento a nível nacional e internacional”.
Quatro anos depois do arranque do modelo de governação rotativa, a Associação de Municípios do Corredor do Rio Leça encerrou o primeiro ciclo quadrienal com a passagem da presidência de Santo Tirso para Matosinhos. O momento assinalou o fim de um mandato marcado pela consolidação institucional da associação e pela apresentação de resultados no território abrangido pelo rio.
Durante este primeiro mandato na presidência do conselho executivo, o Município de Santo Tirso trabalhou em articulação com Valongo, Maia e Matosinhos, num modelo de governação partilhada que acredita ter permitido “afirmar” o Corredor do Rio Leça como um “projeto de referência na reabilitação e valorização dos ecossistemas fluviais”, com “reconhecimento a nível nacional e internacional”.
O balanço dos últimos quatro anos aponta para intervenções ao longo dos 71 quilómetros de margens do Rio Leça, incluindo cerca de dez quilómetros executados com soluções de engenharia natural. Nesse período, foram ainda plantadas “mais de 51 mil árvores”, removidas “aproximadamente 250 toneladas de resíduos do leito e das margens” e reforçada a monitorização do curso de água, da nascente à foz, através da sua sensorização integral.
Paralelamente às intervenções no terreno, a Associação reforçou a sua estrutura interna, com a criação de uma equipa de quatro guarda-rios, dotada de formação, equipamentos e meios tecnológicos. Este reforço permitiu, segundo a informação divulgada, uma atuação mais eficaz na deteção, reporte e resposta a ocorrências, bem como uma maior articulação entre os quatro municípios associados.
Na sessão que marcou o fim do mandato, o presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, Alberto Costa, considerou que “o Corredor do Rio Leça é hoje um projeto maduro, respeitado e com futuro” e destacou-o como “um exemplo de cooperação entre municípios, administração central, Europa e sociedade civil – reconhecido dentro e fora do país”. O autarca sublinhou ainda que faz a passagem de testemunho “com tranquilidade e confiança”, afirmando que a Associação fica “mais forte, mais estruturada e mais preparada para o futuro”, com “capacidade técnica, financiamento assegurado e reconhecimento institucional a nível nacional e internacional”, visível, segundo referiu, “na confiança da Comissão Europeia e na integração em programas exigentes e altamente competitivos como o LIFE”.
Ao longo deste ciclo, a Associação assegurou financiamento através de programas como o REACT-EU e o Norte 2030, contou com o apoio da Agência Portuguesa do Ambiente e obteve aprovação no programa LIFE – Assistência Técnica, abrindo perspetivas para uma década de investimento continuado no Rio Leça e na respetiva bacia hidrográfica. Em paralelo, tem vindo a ser desenvolvido aquele que é apresentado como o primeiro Plano Específico de Gestão da Água do país, processo que incluiu sessões de participação pública para recolha de contributos da população.
A componente de sensibilização e envolvimento da comunidade incluiu também a exposição itinerante “Rio Leça – O rio que nos une”, que percorreu os quatro municípios e integrou trabalhos de alunos da Rede de Escolas do Corredor do Rio Leça, estando prevista a sua passagem pelas escolas dos concelhos envolvidos.
O trabalho realizado foi distinguido com o Prémio “Mais a Norte 2025”, atribuído pela CCDR-N, e com a referência ao Corredor do Rio Leça como exemplo nacional de boas práticas na gestão dos recursos hídricos, aquando do lançamento da estratégia ProRios 2030.
Com o fim do mandato de Santo Tirso, a presidência da Associação regressa a Matosinhos, assegurando a continuidade do projeto e da cooperação intermunicipal, que se mantém como eixo central da estratégia de desenvolvimento ambiental, cultural e social do corredor. A sessão decorreu a 23 de janeiro, na sede da Associação, e contou com a presença dos presidentes dos quatro municípios, vereadores do Ambiente, do presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, Pimenta Machado, bem como de membros dos órgãos da Associação e de parceiros institucionais, científicos e comunitários.
O Corredor do Rio Leça estende-se por 48 quilómetros e abrange uma população de cerca de meio milhão de pessoas. A Associação de Municípios Corredor do Rio Leça foi constituída em 2021 pelas autarquias de Santo Tirso, Valongo, Maia e Matosinhos, com o objetivo de promover a despoluição, a reabilitação ecológica e a valorização paisagística, cultural e socioeconómica de todo o território envolvente ao rio.
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