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Bloco de Esquerda e PAN criticam evento tauromáquico em Roriz

O programa da “Festa Taurina” inclui uma garraiada e jantar comunitário no dia 27 e, no dia seguinte, uma festa com recortadores, um grupo de forcados femininos, e uma garraiada para crianças e adultos.

Jornal do Ave

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O anúncio da realização da “Festa Taurina”, marcada para 27 e 28 de setembro no Parque de Lazer de Roriz, no concelho de Santo Tirso, motivou reações críticas do Bloco de Esquerda de Santo Tirso e da distrital do Porto do PAN – Pessoas-Animais-Natureza.

Em comunicado, o PAN manifestou repúdio por um evento que considera um “retrocesso inadmissível nos valores éticos e civilizacionais”

“A realização de espetáculos tauromáquicos num parque de lazer municipal, com potencial exposição de crianças a este tipo de práticas, não só é contrária ao bem-estar animal como fere os valores culturais que devem nortear a convivência democrática”, afirmou Hugo Alexandre Trindade, porta-voz distrital do PAN Porto. O partido defende que “existem inúmeras alternativas culturais, recreativas e desportivas, mais saudáveis e inclusivas, que promovem os laços comunitários sem recurso à violência nem à instrumentalização de seres vivos”.

No mesmo comunicado, o PAN dá conta de que questionou a autarquia sobre se foi concedido licenciamento para a realização do evento, se a atividade é compatível com os princípios de bem-estar animal e a missão cultural dos espaços municipais, e quais os fundamentos que justificam a autorização de espetáculos tauromáquicos, em especial perante a presença de crianças e jovens.

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Também António Soares, candidato à Câmara Municipal de Santo Tirso pelo Bloco de Esquerda, se posicionou contra a realização da festa. “Não considero aceitável que o sofrimento animal seja utilizado como forma de financiamento ou entretenimento”, declarou, acrescentando que “a tortura animal, a tauromaquia e a sua normalização representam práticas ultrapassadas, que não têm lugar numa sociedade que se quer mais justa, solidária e respeitadora da vida”.

Apesar da crítica, António Soares sublinhou que o episódio “não deve ser confundido com a identidade cultural de Roriz”, destacando antes o papel das associações locais no fortalecimento da vida comunitária. “Reafirmo o meu duplo compromisso: com o bem-estar animal, rejeitando a normalização da crueldade; e com as populações e associações, que são a base da democracia de proximidade”, concluiu.

O programa da “Festa Taurina” inclui uma garraiada e jantar comunitário no dia 27 e, no dia seguinte, uma festa com recortadores, um grupo de forcados femininos, e uma garraiada para crianças e adultos.

O JA enviou um pedido de esclarecimentos à comissão de festas do Carnaval de Roriz, promotora do evento, que remeteu, “para breve”, um comunicado.

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Também contactada, a Câmara Municipal de Santo Tirso não respondeu em tempo útil.

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