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Bloco de Esquerda questiona Governo sobre aumento do desemprego no têxtil

BE levou ao Parlamento preocupações relacionadas com a sucessão de encerramentos e despedimentos coletivos registados ao longo de 2025.

Jornal do Ave

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O desemprego nos setores do têxtil, vestuário e calçado na região Norte motivou um pedido de esclarecimento do Bloco de Esquerda ao Governo. A iniciativa partiu do deputado Fabian Figueiredo, que levou ao Parlamento preocupações relacionadas com a sucessão de encerramentos e despedimentos coletivos registados ao longo de 2025.

Segundo o o partido, o último ano ficou marcado por uma subida da taxa de desemprego nestes setores, num movimento que contraria a tendência de descida do desemprego a nível nacional.

O partido aponta uma vaga de encerramentos e despedimentos coletivos em empresas consideradas referências nacionais, identificando casos como a Polopiqué – Comércio e Indústria de Confecções, S.A., sediada em Santo Tirso, a StampDyeing, do Grupo Mabera e a Coelima, em Guimarães, a Darita, em São Torcato, a Bravisublime, em Selho São Lourenço, e a Confiberica, em Vizela. No setor têxtil ligado à indústria automóvel, é referido o exemplo da Coindu, que “entre 2024 e 2025 despediu mais de metade dos seus trabalhadores” e recorreu ao regime de lay-off para parte dos restantes.

De acordo com o Bloco de Esquerda, muitos dos trabalhadores afetados enfrentam “uma situação insustentável”, em alguns casos associada a gestões que “não foram capazes de cumprir os compromissos assumidos”. O partido sublinha que se trata, muitas vezes, de pessoas com décadas de trabalho nas mesmas empresas que ficaram “de um momento para o outro, sem o seu salário”, a principal fonte de subsistência das respetivas famílias, num contexto já marcado por “instabilidade no emprego e baixos salários”.

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O partido critica o que classifica como abandono, por parte de sucessivos governos, de uma política de reestruturação do modelo industrial da região, apontando que os apoios públicos e fundos comunitários “não impõem exigências relativamente à manutenção de encomendas, de postos de trabalho e de modernização do setor”.

No requerimento dirigido ao Ministério da Economia e da Coesão Territorial, o deputado Fabian Figueiredo questiona quais os apoios públicos, nacionais ou comunitários, de que estas empresas beneficiaram e que medidas pretende o Governo adotar para mitigar o impacto social e económico dos despedimentos.

O Bloco de Esquerda pergunta ainda se o Executivo está disponível para avançar com “um plano de emergência para a defesa de postos de trabalho ameaçados”, apostando na formação profissional em períodos de menor atividade e numa estratégia de revitalização da economia regional, assente na reconversão industrial e na aposta em segmentos de maior valor acrescentado.

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