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V.N. de Famalicão

Coindu anuncia novo despedimento coletivo

A Coindu, empresa de componentes têxteis para a indústria automóvel, com sede em Joane, Vila Nova de Famalicão, vai avançar com um novo despedimento coletivo — o segundo em 2025 — justificando a decisão com a redução prolongada das encomendas no setor.

Jornal do Ave

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A Coindu, empresa de componentes têxteis para a indústria automóvel, com sede em Joane, Vila Nova de Famalicão, vai avançar com um novo despedimento coletivo — o segundo em 2025 — justificando a decisão com a redução prolongada das encomendas no setor.

Num comunicado emitido esta semana, a administração da Coindu explicou que a medida resulta de “uma análise aprofundada da situação económica e operacional da empresa”, concluindo pela necessidade de “reestruturar o quadro de colaboradores” face ao “declínio acentuado e prolongado das encomendas no setor automóvel”.

A empresa, que atualmente emprega cerca de 1050 pessoas, assegura ter procurado alternativas antes de recorrer a esta decisão, sublinhando que o despedimento “permitirá alinhar a capacidade de produção com a carteira de encomendas existente, garantindo a fiabilidade do fornecimento e a viabilidade da empresa a longo prazo”.

Este é o segundo processo de despedimento coletivo anunciado pela Coindu em 2025. Em maio, foram dispensados 123 trabalhadores e outros 237 ficaram abrangidos por um regime de lay-off. Já no final de 2024, a empresa encerrou a unidade de Arcos de Valdevez, o que implicou a saída de mais 350 colaboradores.

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A empresa recorda que, há apenas três anos, em 2022, o grupo empregava 2100 pessoas entre as unidades de Arcos de Valdevez e Vila Nova de Famalicão.

De acordo com o Sindicato Têxtil do Minho e Trás-os-Montes, a Coindu pretende encerrar 2025 com um quadro de entre 800 e 825 trabalhadores, prevendo uma recuperação gradual até atingir cerca de mil colaboradores em 2026.

Deputado do PCP questiona Governo sobre despedimento

O deputado Alfredo Maia, do PCP, dirigiu ao Governo um conjunto de perguntas sobre o novo despedimento coletivo na Coindu. O parlamentar quer saber que medidas o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social pretende adotar para salvaguardar os postos de trabalho e os direitos dos trabalhadores afetados.

Na pergunta enviada à Assembleia da República, Alfredo Maia recorda que a Coindu, fundada em 1988 e dedicada à produção de capas para assentos de automóveis, tem sido alvo de várias reestruturações nos últimos anos, que resultaram em centenas de despedimentos. O deputado sublinha que, após o encerramento da unidade de Arcos de Valdevez — que deixou sem emprego mais de 350 trabalhadores —, a empresa procedeu à dispensa de 137 funcionários e colocou outros 250 em regime de lay-off durante seis meses.

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Segundo o deputado, a Coindu “está a proceder ao despedimento de 258 trabalhadores”, numa justificação que levanta dúvidas sobre uma eventual deslocalização da produção para o norte de África, alegadamente apoiada por mecanismos de lay-off financiados pelo Estado português.

O deputado comunista questiona o Governo sobre se tem conhecimento dessa possível deslocalização e se já manteve contactos com a administração da empresa “para compreender as intenções subjacentes à reorganização da estrutura em Portugal”.

Entre as questões colocadas, Alfredo Maia pede ainda esclarecimentos sobre o custo do processo de lay-off suportado pelo erário público e sobre o acompanhamento dado aos trabalhadores afetados pelos sucessivos despedimentos.

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