Trofa
“Para a frente é o caminho, é proibido desanimar”
Guidões despediu-se, a 30 de agosto, do padre José Ramos, que celebrou a última eucaristia enquanto pároco daquela comunidade. Depois de vários anos à frente, o sacerdote deixa a paroquialidade após dispensa do Bispo do Porto anunciada em julho, mantendo o exercício do ministério nas paróquias de Alvarelhos e Covelas. Afetado por problemas de saúde, […]
Guidões despediu-se, a 30 de agosto, do padre José Ramos, que celebrou a última eucaristia enquanto pároco daquela comunidade. Depois de vários anos à frente, o sacerdote deixa a paroquialidade após dispensa do Bispo do Porto anunciada em julho, mantendo o exercício do ministério nas paróquias de Alvarelhos e Covelas.
Afetado por problemas de saúde, que o debilitaram fisicamente, José Ramos fez questão de cumprir a última eucaristia junto ao altar e, no fim, deixou uma mensagem de coragem à população: “Para a frente é o caminho, é proibido desanimar”.
Sobre o período em que permaneceu como pároco de Guidões, José Ramos assume que “valeu a pena” o “esforço” de tentar recuperar muito do património religioso. “Quando cheguei, encontrei tudo em ruínas, mas valeram a pena as dores de cabeça e os milhares de euros gastos”, frisou.
Entre as memórias que leva da paróquia, há um momento que destaca de forma particular: a recuperação da Capela de Santa Bárbara. A reabertura do espaço, explicou, foi para “o povo de Guidões” um “sonho” concretizado.
“Desde a primeira hora, o povo de Guidões disse, alto e bom som, que queria outra vez de pé a Capela de Santa Bárbara. Com a ajuda do benemérito, o senhor Jaime Dias, conseguimos reerguer a Capela de Santa Bárbara e para mim foi o momento mais emocionante”, admitiu.
Na hora da despedida, José Ramos deixou também uma palavra sobre a comunidade que acompanhou durante estes anos e que caracteriza como “extraordinariamente bairrista”. Para o sacerdote, esta característica da comunidade também se manifesta na relação com a paróquia e nas iniciativas ligadas à vida religiosa, principalmente na festa de S. João.
“Qual é a paróquia por aí, ou a freguesia, que tem as marchas? Isso tudo deve-se ao bairrismo dos Guidões”, referiu.
Desde domingo, 6 de setembro, a paroquialidade de Guidões é assumida pelo padre Bruno Ferreira, enquanto José Ramos mantém-se como pároco de Alvarelhos, contando com a colaboração do padre Micael Silva, e de Covelas, onde terá o apoio do padre Luciano Lagoa.
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