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Semana do Celíaco na Mercadona: supermercado promove mais de 700 produtos sem glúten
Até domingo, a Mercadona celebra o Dia Internacional do Celíaco (16 de maio), com uma semana dedicada à promoção de mais de 700 produtos sem glúten, que o supermercado disponibiliza aos clientes.
O retalhista promove ações de sensibilização nos canais oficiais, como redes sociais, em que dá a conhecer mais sobre a doença. “A Mercadona mantém um compromisso importante com a comunidade celíaca nos locais onde está presente, pelo que colabora em Portugal com a Associação Portuguesa de Celíacos (APC)”, fez saber a marca, que identifica os produtos sem glúten com selos nas embalagens.
“A presença de algum alergénio é destacada na lista de ingredientes, o selo Sem Glúten é incluído sempre que o produto é adequado para celíacos e o fabricante do produto e o nome da empresa são sempre identificados, oferecendo a máxima transparência ao ‘chefe’ (cliente). Além disso, a empresa oferece um serviço gratuito de apoio ao cliente para canalizar dúvidas e sugestões, encaminhando-as diretamente para os especialistas e fabricantes dos produtos”, acrescentou a Mercadona em comunicado.
Em Portugal, a doença celíaca afeta entre 1 a 3 por cento dos portugueses, mas será uma doença largamente subdiagnosticada, já que se estima que o número real de celíacos possa oscilar entre os 70.000 e os 100.000, estima a Associação Portuguesa de Celíacos.
Doença Celíaca
A doença celíaca é uma doença crónica, autoimune, que surge na sequência da ingestão de glúten em indivíduos geneticamente suscetíveis e que se caracteriza por atrofia das vilosidades do intestino delgado.
O glúten é fator primordial na indução da doença e é composto por prolaminas e gluteninas, principais constituintes do trigo, centeio e cevada. Esse glúten desencadeia, no intestino delgado, uma resposta inflamatória mediada pelo sistema imunitário, originando a progressiva destruição da mucosa, traduzindo-se na atrofia das vilosidades intestinais. Essa destruição leva, assim, à diminuição da sua capacidade de absorção dos nutrientes.
A eliminação do glúten da alimentação permite que o intestino regenere por completo da lesão e o organismo recupere. Contudo, se houver reintrodução do glúten, as inflamações regressam e os sintomas reaparecem.
A doença celíaca pode manifestar-se em qualquer idade, desde que o glúten já tenha sido introduzido na alimentação. Apesar de ser frequentemente diagnosticada nas crianças (após o 2º ou 3º semestre de vida, alguns meses após a introdução do glúten) cada vez é mais comum o diagnóstico na idade adulta.
Os sintomas clássicos, que surgem geralmente em crianças, são diarreia, flatulência, distensão abdominal, cólicas abdominais, gorgolejo, emagrecimento, desnutrição ou atraso de crescimento, enquanto os sintomas atípicos, que aparecem geralmente em adultos, são extra-intestinais (anemia ferropénica – por falta de ferro e resistente à terapêutica habitual -; osteopénia/osteoporose marcadas e/ou precoces; dermatite herpetiforme; estomatite aftosa recorrente; infertilidade e abortos recorrentes; alterações neurológicas e psiquiátricas; alterações na função da tiróide; alterações nas análises hepáticas; alterações na dentição definitiva: hipoplasia do esmalte).
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