Fique ligado

V.N. de Famalicão

Bloco de Esquerda leva ao Parlamento situação da Bracar e questiona Governo sobre insolvência

Jornal do Ave

Publicado

em

Google
Publicidade

A situação de cerca de 40 trabalhadores da empresa Bracar, em Vila Nova de Famalicão, motivou uma intervenção do Bloco de Esquerda na Assembleia da República, com o deputado Fabian Figueiredo a dirigir questões ao Governo através do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

De acordo com o comunicado, está em causa um processo de insolvência que deixou os trabalhadores “num cenário de enorme angústia e incerteza”, numa unidade fabril localizada na freguesia de Gavião. O partido descreve a situação como sendo de “gravidade extrema”, não apenas pela perda de postos de trabalho, mas também “pela forma desumana e opaca como todo o processo de insolvência tem sido conduzido pela administração da empresa”.

Segundo os relatos citados, a produção terá estado parada durante pelo menos 15 dias, alegadamente por falta de matéria-prima, período em que os trabalhadores continuaram a apresentar-se ao serviço. Nesse tempo, afirmam, assistiram à retirada de equipamentos da fábrica “sem qualquer esclarecimento”, num processo que o Bloco de Esquerda caracteriza como “uma estratégia de silêncio e de esvaziamento da empresa”.

O comunicado refere ainda que a informação sobre a insolvência terá sido transmitida apenas posteriormente aos trabalhadores, após semanas de paragem, situação considerada “inadmissível” pelo partido. É também apontado o incumprimento de obrigações salariais, nomeadamente o não pagamento de vencimentos em atraso e do remanescente do subsídio de Natal, que “deveria ter ocorrido até ao final de março”.

Esta situação, segundo o Bloco de Esquerda, deixa várias famílias “em situação de carência imediata e sem meios para assegurar bens essenciais como a alimentação”, sublinhando que, “na grande maioria dos casos, o salário é a única fonte de rendimento destas famílias”.

Perante este enquadramento, Fabian Figueiredo questionou o Governo sobre o conhecimento da situação e sobre “que diligências estão a ser tomadas ou serão tomadas para garantir o cumprimento dos direitos laborais destes trabalhadores”, incluindo o pagamento de salários e indemnizações. Entre as perguntas apresentadas, está também a eventual realização de ações inspetivas por parte da Autoridade para as Condições do Trabalho e as medidas de apoio de emergência a assegurar pela Segurança Social.

No documento enviado à Assembleia da República, o partido defende que “é evidente a violação dos direitos laborais” e sustenta que o Governo tem “particular responsabilidade e dever de atuação” para garantir o cumprimento da legislação laboral perante a situação descrita.

1ª pagina edição Papel

Siga-nos

Vê-nos no Tik Tok

Farmácia serviço Santo Tirso

Farmácia serviço Famalicão

Pode ler também...